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Fruet desiste da candidatura e Goura é novo nome do PDT

Ex-prefeito desistiu por falta de recursos financeiros para uma campanha competitiva. 

Por Mellanie Anversa. 

O ex-prefeito de Curitiba e deputado federal, Gustavo Fruet (PDT), desistiu de sua campanha à prefeitura da capital paranaense por falta de recursos, segundo ele. Quem assume seu lugar na candidatura é o deputado estadual Goura (PDT). 

Fruet desistiu porque não conseguiu o dinheiro necessário para fazer uma campanha justa contra Rafael Greca (DEM) que, além de contar com o apoio do governador Ratinho Jr. (PSD), tem a cidade nas mãos, segundo a própria nota que Fruet emitiu. 

O ex-prefeito esteve à frente de Curitiba entre 2013 e 2016. No entanto, nas últimas eleições municipais, Greca o derrotou nas urnas, tirando sua chance de reeleição. Já Goura concorre ao cargo pela primeira vez. Vereador eleito em 2016, ele teve seu primeiro mandato como deputado estadual em 2018. Suas políticas são voltada para pautas humanitárias. 

Confira a nota de Gustavo Fruet:

Como dizia Churchill, “Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”.

A frase se encaixa bem na atual situação da cidade de Curitiba. Realidade maquiada que o tempo desnudará.

Pensei muito antes de escrever esse texto. Essa decisão de não disputar a Prefeitura não afeta apenas meu futuro, mas o de muitas pessoas que se envolveram nesse projeto e, de certa forma, de toda cidade.

Antes de encaminhar para a conclusão, preciso destacar alguns pontos:

1.Interesses contrariados – Fui o único administrador fora do grupo que comanda a Prefeitura de Curitiba a se eleger prefeito nos últimos 30 anos.

Nosso padrão de gestão contrariou interesses ao priorizar transparência para contratos, romper com a acomodação para incentivar a inovação como na área de TI, transporte, urbanismo; apresentar um novo plano diretor com visão de integracão e sustentabilidade; utilizar mecanismos dos contratos para garantir eficiência e respeito como na questão do lixo, transporte, iluminação; dar importância à assistência social, saúde e educação públicas de qualidade.

Hoje, a capital do Paraná está de volta às mãos dos “donos da cidade”.

Empresários que têm relação direta com a Prefeitura, dela se alimentam e contam com gestores quase como subordinados!

2.Missão e entusiasmo – Sempre encarei minha trajetória política como uma missão. Aprendi com meu pai a levar dessa forma.

Como prefeito não foi diferente. Tínhamos entusiasmo, ideias e planejamento para romper a acomodação que prende a cidade à “glórias” do passado e construir a cidade do futuro que mudou de escala. Avançamos em muitas áreas e entregamos o maior pacote de obras da história de Curitiba, em especial com o PAC do governo federal. Muitas delas a população não associa à nossa gestão. Resultado da opção que fizemos ao reduzir gastos com publicidade e direcionar recursos para saúde e educação num momento de brutal crise. Sei também quanto custa manter a liberdade de informação!

3.Relações não ortodoxas – Vencer e garantir apoios é tentador! Não cruzar certas linhas e regras não escritas é obrigação!

Já vimos num passado recente no Paraná e estamos vendo no Rio de Janeiro o resultado de gestões onde os acordos ocultos avançam sobre a coisa pública. Parece que tem que acontecer o escândalo para gerar indignação.

Grande chance de se repetir em Curitiba num futuro próximo.

4.Dever e princípios – “Cumpri contra o destino o meu dever. Inutilmente? Não, porque o cumpri.”

Sempre procurei exercer uma função pública com honestidade, responsabilidade fiscal, sem onerar os cidadãos com

aumentos abusivos e seguidos de tributos, com profissionalismo, fiscalizando contratos, garantindo investimentos, ampliando estrutura e eficácia nos serviços públicos. Continuarão sendo meus princípios mesmo que não esteja em sintonia com valores de uma parcela da sociedade.

5.Financiamento de campanha – Oficialmente, existem hoje apenas quatro formas de se financiar uma campanha eleitoral. Através do fundo partidário e eleitoral, doações de pessoa física ou recurso próprio.

Com esse modelo de financiamento evita-se alguns vícios, mas torna a participação mais excludente. Não me refiro à participação somente. Refiro-me à participação competitiva!

Já fui candidato e sei que são necessários recursos para estrutura mínima e profissional que exigem várias atividades prévias.

Não consegui viabilizar esses recursos com a devida antecedência. Não se improvisa, na minha fase, uma eleição majoritária desse porte.

6.Agradecimento – Agradeço pessoas maravilhosas, dedicadas.

Um audacioso e estudado plano de governo foi construído!

Agradeço a direção partidária, que tem que ter enorme engenharia para distribuir recursos entre potenciais candidatos em quase 1200 municípios brasileiros! Agradecimento especial ao Presidente Carlos Lupi e Andre Menegoto do Paraná que recebe neste momento também, um fraterno abraço de solidariedade pela perda de seu pai.

Participarei ativamente do processo eleitoral! Vamos em frente!

Sempre na defesa de nossa Curitiba e nosso Paraná!

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