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Não-essenciais: o que esses empresários estão passando durante a pandemia

No Brasil, 13 milhões de pequenos negócios sofrem com a crise da Covid-19.

Por Mellanie Anversa.

O novo coronavírus chegou a Curitiba em março de 2020. Em um grande ato de coletivismo, a capital paranaense fechou as portas dos serviços não essenciais a fim de impedir a propagação do vírus. 

No entanto, o que os curitibanos pensavam durar no máximo dois ou três meses, já se estica por seis. As estimativas não são positivas para um futuro próximo e muitos empresários têm feito o que podem para sobreviver após verem seus negócios fraquejarem com a crise. 

Segundo o Boletim de Impacto e Tendências do Sebrae, divulgado no dia 21 de agosto, é possível avaliar que alguns segmentos sofrem mais com a crise da Covid-19 do que outros. No Brasil, isso significa 13 milhões de pequenos negócios que empregam 21,5 milhões de pessoas. 

Enquadram-se no boletim academias, artesanato, economia criativa, turismo, logística e transporte, educação e outros. Os que mais foram afetados, segundo o levantamento, foram as academias, turismo e economia criativa. 

No caso das academia, os impacto foi tão grande que a queda do faturamento chegou a cair em 87% no mês de abril. O mesmo para o setor de turismo que caiu 88% em março e economia criativa com 86% também em março. 

O total geral de queda no faturamento desses segmentos chegou a ser 70% em abril. Com uma leve melhora na curva, hoje, o faturamento ainda está abaixo, mas está maior comparado ao início da pandemia, com 50% de queda. O boletim completo pode ser visto aqui

Faturamento dos pequenos negócios em comparação ao pré-crise. Fonte: Pesquisa Sebrae – O impacto da pandemia do coronavírus nos pequenos negócios – 6ª edição.

Parado desde março, Richard Soares do Prado possui uma empresa de transporte escolar. Com o fechamento das escolas, o empresário ficou sem sua única fonte de renda. “Eu tinha duas vans e tive que vender uma para poder segurar as contas. Porém, já estou com quatro prestações atrasadas da minha outra van”, conta. 

O empresário que trabalhava há sete anos no setor, teve que começar a vender produtos de limpeza para conseguir pagar as contas. “Estou tentando vender esses produtos para ajudar, mas está bem difícil. Ninguém tem dinheiro agora para ficar comprando meus produtos”, lamentou. Seu setor, de logística e transporte, teve queda de 58% no último boletim do Sebrae.

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