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Na contramão da Covid-19: casos desaceleram e taxa de contágio cai em Curitiba

Hoje, essa taxa é de 0.76, a mais baixa desde o pico deste indicador, verificado na semana entre 13 e 18 de junho, quando ficou em 1.65.

Por Mellanie Anversa.

Com a disseminação do novo coronavírus pelo mundo todo, era de se imaginar que uma hora ele ia chegar com força em Curitiba. Apesar de viver o surto um pouco depois que o vírus chegou ao país, a alta transmissão começou em maio e teve o pico em junho e julho, segundo a prefeitura de Curitiba. 

No entanto, passado praticamente um mês do grande surto na cidade, os números de casos passaram a cair, de acordo com os dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba. Na quarta-feira (26), os novos casos registrados foram 453, chegando a um total de 30.990 infectados.

Há, no entanto, outro índice que mostra que a capital paranaense está indo na contramão da Covid-19, a taxa de transmissão. Isso é, o potencial de contágio de uma pessoa contaminada para outra. 

Hoje, essa taxa é de 0.76, a mais baixa desde o pico deste indicador, verificado na semana entre 13 e 18 de junho, quando ficou em 1.65. Isto significa que cada grupo de 100 pessoas contaminadas transmite o vírus para outras 76 pessoas. Quanto mais baixo o indicador, menos potencial de transmissão, ou ao contrário. 

Se a taxa estiver acima de 1.0 a pandemia está em aceleração. Abaixo disso a tendência é de queda ou estabilidade no contágio”, explica Diego Spinoza dos Santos, funcionário da Secretaria Municipal da Saúde responsável pelo cálculo da replicação do vírus.

Outro exemplo dessa taxa de contágio pode ser aplicado entre os casos ativos. Se as 4.008 pessoas que sabem que têm covid-19 – de acordo com  boletim de terça-feira (25) – não cumprirem o isolamento elas poderão contaminar, hoje, outras 3.950 pessoas. Se a taxa fosse 1.0, elas transmitiriam para outras 4.008. Se fosse 2.0, para 8.016 e assim por diante.

Pela taxa de contágio, a pandemia em Curitiba começou a acelerar no início de maio e atingiu o ápice em meados de junho. Nesse platô permaneceu até a última semana de julho, quando começou a oscilar para baixo. Em 7 de agosto a taxa caiu para 1.0 e iniciando a desaceleração.

Mesmo com desaceleração, precaução contra Covid-19 precisa ser mantida

Mesmo com os indicadores demonstrando desaceleração na taxa de transmissão e na circulação do novo coronavírus em Curitiba, ainda é necessário que todos continuem seguindo as medidas de proteção e o respeito aos protocolos de responsabilidade sanitária e social.

A máscara é item obrigatório em qualquer ambiente, a higiene regular das mãos, o distanciamento social e, acima de tudo, evitar aglomerações. Essas medidas continuam sendo fundamentais em qualquer situação até a chegada de uma vacina.

“Até surgir uma vacina não existe risco zero, e o comportamento das pessoas é que determinará os rumos da pandemia e o funcionamento ou não das atividades. Qualquer descuido pode significar um passo para trás”, destacou Márcia Huçulak, secretária municipal da Saúde de Curitiba.

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