Opinião

João do Rio

Por Vinicius Frois.

Você já prestou atenção na ilustração que compõe a logo d’Os Cronistas? Legal, não é?
No entanto, você sabia que aquele não é apenas um desenho aleatório que escolhemos para o nosso projeto?
Hoje vamos contar a história de João do Rio, o personagem que nos inspirou a criar este portal e se tornou a nossa identidade.

Biografia

João do Rio é o pseudônimo de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto.
Nascido no Rio de Janeiro-RJ, em 5 de agosto de 1881, João do Rio foi jornalista, cronista, contista e teatrólogo.
Filho de educadores, o comunicador foi batizado na igreja positivista¹ por vontade do pai, que esperava que João do Rio seguisse os passos de Teixeira Mendes². Contudo, ele não levou a sério a igreja comtista e nenhuma outra, a não ser como tema de reportagens.
Aos 16 anos, João ingressou na imprensa e notabilizou-se como o primeiro jornalista a ter o senso da reportagem moderna, entre as quais se tornaram memoráveis “As religiões no Rio” e o inquérito “O momento literário”, ambas reunidas em livros posteriormente. O segundo é uma excelente fonte de informações sobre o movimento literário do final do século XIX no Brasil.
Nos diversos veículos de comunicação em que trabalhou, João do Rio cultivou grande popularidade, o que fez dele o maior jornalista do seu tempo.
Homem de letras, o jornalista deixou diversas obras de valor, principalmente como cronista – ele foi criador da crônica social moderna.
Ao falecer, em 23 de junho de 1921, na mesma cidade onde nasceu, João do Rio era diretor do diário A Pátria, periódico que se dedicava aos interesses da colônia portuguesa, que fundara em 1920.
Em seu último texto para o jornal, João do Rio abriu sa publicação com a frase “Eu apostaria a minha vida (dois anos ainda, se houver muito cuidado, segundo o Rocha Vaz, o Austregésilo, o Guilherme Moura Costa e outras sumidades) […]”. O prognóstico de João era bastante otimista, pois viveu apenas mais algumas horas após essas palavras.
Falecido em um táxi, seu corpo foi velado na redação do A Pátria, que foi aberta ao público que quisesse se despedir do jornalista.
O enterro de João do Rio – um dos maiores da história carioca – teve o cortejo acompanhado por aproximadamente 100 mil pessoas, até o cemitério São João Baptista, em Botafogo, no Rio de Janeiro.
Na Academia Brasileira de Letras, à época na Praia da Lapa, litoral carioca, Carlos Laet³ fez o discurso de adeus a João do Rio.

¹Igreja que prega a Religião da Humanidade, ou Positivismo, doutrina criada pelo filósofo francês Auguste Comte (1798 – 1857).

²Filósofo e matemático brasileiro, adepto do Positivismo, autor da bandeira nacional republicana.

³Jornalista, professor e poeta brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras.

2 comentários em “João do Rio

  1. Republicou isso em REBLOGADOR.

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  2. Pingback: MOMENTO PROFISSIONAL DOS SONHOS – Os Cronistas

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