Crônicas

Até logo, vovô

Por Mellanie Anversa. 

Ontem chorei sua falta. Não te vejo há meses. Tenho saudades. Não entendo porque você se foi tão cedo, rápido e sem despedida. [É impossível escrever isso sem se emocionar].

Quando você se foi o mundo ficou sem graça, afinal, não vejo ninguém cantando e batucando em mesas de restaurantes tradicionais da cidade. Eles não entendiam, era a mais pura e genuína alegria. Eu costumava me divertir, pelo menos.

Você se foi e deixou a família mais calma, de um jeito ruim. Não vejo mais ninguém falando coisas absurdas em voz alta numa sinceridade sem fim e incoerente. Eles nunca entenderam. Eu costumava rir, pelo menos.

Desde que você se foi a preocupação diminuiu, de um jeito bom. Sendo bem sincera, como você era, ficar de olho em você e na vó nunca foi tarefa fácil. Vocês costumavam aprontar bastante juntos.

A vida esgotou um pouco desde que não te vejo mais. Todas as noites escrevo em meu fino caderno com folhas rabiscadas, frases sem nexo que me tiram a sensação de saudade.

Há tempos não te vejo. Por muito, não te verei mais. O que me resta, apenas, é lembrar como sua ausência apagou meu riso frouxo e descrever todas as noites como é chorar sua falta.

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